.

 

 

TELEFONES ÚTEIS


Acidente de Trânsito...........................................................................194
Água e Esgoto (Sabesp).....................................................(13) 3317-3237
Ambulâncias......................................................................................192
Balsa................................................................................(13) 3305-1153
Bombeiro (Salvamento Aquático)........................................(13) 3317-1516
Bombeiro (Incêndio)..........................................................(13) 3317-1516
Câmara Municipal de Bertioga............................................(13) 3317-2524
Centro de Saúde..............................................................(13) 3317-1163
Polícia - Emergência...........................................................................190
Base Anchieta...................................................................(13) 3317-2463
Base Boracéia...................................................................(13) 3312-1091
Base Riviera.....................................................................(13) 3316-7971
Polícia Rodoviária..............................................................(13) 3313-1200
Portal do Indaiá................................................................(13) 3313-1347
Portal da Riviera...............................................................(13) 3316-7621
Correios (Bertioga)...........................................................(13) 3317-1724
Correios (Riviera).............................................................(13) 3316-7669
Delegacia de Polícia..........................................................(13) 3317-1411
Dersa / Ecovias.................................................................0800 19 78 78
Elektro.............................................................................0800 11 01 41
Fórum de Bertioga...........................................................(13) 3317-3635
Hospital Santa Casa de Santos..........................................(13) 3202-0600
Informação ao Turista......................................................(13) 3317-3567
Ônibus Intermunicipais.
Eroles............................................................................(13) 3317-1208
Litorânea........................................................................(13) 3317-1524
Translitoral.....................................................................0800 70 16 750
Viação Bertioga...............................................................(13) 3317-2298
Ultra (Riviera).................................................................(13) 3316-6578
Ultra (Bertioga)...............................................................(13) 3317-2140

BERTIOGA


São 43 Km de praias longas e planas com areias duras, a mais agitada é a praia de São Lourenço onde fica o condomínio de classe média, "Riviera de São Lourenço" com ótima infra-estrutura turística, bares, shoppings, casas noturnas e supermercados além da segurança particular que faz a ronda no comdomíno.
A maior parte de Bertioga encontra-se no Parque Estadual da Serra do Mar formando um verdadeiro santuário ecológico com muita Mata Atlântica, rios, longos manguezais, cachoeiras e belas praias fazem as atrações deste paraíso.
Bertioga fica muito próxima a São Paulo, faz divisa ao sul com o Guarujá e ao norte divide a praia da Boracéia com São Sebastião.

Bertioga, como todo litoral paulista, possui vestígios de ocupação pré-histórica, comprovados pelos diversos depósitos de calcários existentes na região.Esse tipo de sítio arqueológico, a que damos o nome de Sambaqui, constitui-se de grandes quantidades acumuladas de conchas de moluscos marinhos e terrestres, misturados com instrumentos de pedra e ossos e esqueletos ou parte de esqueletos humanos e de animais que representam testemunhos de cultura dos paleoamerídios do Brasil.
Bertioga surge na História do Brasil com a importância de um dos primeiros pontos geográficos interessados no povoamento regular, pontos estes destinados à defesa desse povoamento e a palco de grandes batalhas entre a civilização, representada pelos portugueses de Martim Afonso de Sousa, e a barbárie, representada pelos tamoios de Aimberê, Caoaquira, Pindobuçu e Cunhambebe, em constantes incursões e correrias destruidoras.

Seu povoamento teve início no ano de 1531, quando Martim Afonso de Sousa, nomeado Governador Geral da Costa do Brasil, aportou às águas da antiga Buriquioca. Com a intervenção de João Ramalho, Martim Afonso deixou em terra alguns homens para realizar ali uma primeira feitoria da nova fase ou um pequeno fortim, partindo em seguida rumo ao sul, dirigindo-se para o outro lado da ilha, e fundar oficialmente a Vila de São Vicente.

Surge, nesta época, Diogo de Braga, personagem de origem desconhecida e que parecia viver entre os índios e agregados, pois era casado com uma índia e já estava em Bertioga anos antes da chegada de Martim Afonso, falando corretamente a língua dos tupis. A ele, e seus cinco filhos e mais companheiros deixados pelo governador e donatário, se devem as tentativas de formação da primeira colônia e a construção de uma pequena estacada, origens do atual Forte São João.

Esta Área constituiu-se importante ponto estratégico na defesa e vigia do caminho natural de tamoios e franceses. Hans Staden dá-nos relatos bem vivos dos freqüentes assaltos. Daí a necessidade de ser fortificado o local, o que foi feito em ambos os lados da Barra: Fortaleza de São Tiago de Bertioga, ou São João, no trecho continental, e forte de São Luís, ou São Felipe, na fronteira ilha de Santo Amaro.

Essa fortificação só se efetivou em 1547, após ataques dos índios tupinambás, que incendiaram a primeira paliçada existente.Testemunha de iNúmeros acontecimentos decisivos para a História do Brasil, o Forte São João tornou-se um símbolo para Bertioga e um marco para a História do país. Foi nele que, em 1563, os jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta se hospedaram, por cinco dias, antes de irem para Ubatuba apaziguar os índios revoltados na Confederação dos Tamoios.

Foi também de Bertioga que Estácio de Sá e sua esquadra partiram, em 1565, para dar combate aos franceses e fundar a cidade do Rio de Janeiro.O sítio primitivo de Bertioga era uma pequena linha de praia protegida pelo outeiro de Buriquioca, hoje Morro da Senhorinha. O antigo núcleo estendeu-se também pelo outro lado da barra, onde, em meados do século XVI, fora fundada a capela de Santo Antônio de Guaíbe.

Nos primórdios do século XVIII, com o uso do azeite de baleia para iluminação pública e particular, Bertioga passou a ter grande importância, graças à criação da Armação das Baleias para a pesca da Baleia e onde foram construídos grandes tanques para depósito de óleo desses animais.Assim, durante certo tempo, o azeite de Bertioga contribuiu para a iluminação de Santos, São Vicente, São Paulo, São Sebastião e, em parte, também do Rio de Janeiro.

Durante muito tempo Bertioga conservou-se como um núcleo de pescadores, dos mais pobres, com cerca de duas dúzias de casas defronte do porto da barca e três pequenas casas de Comércio.Somente na década de 40, o pequeno núcleo de pescadores começou a despertar para sua grande função: a de Estância Balneária.

Com a melhoria das vias de acesso, através da construção de estradas e cobertura de asfalto da estrada que corta o Guarujá em direção ao ferry-boat, que faz a travessia que liga à Ilha de Santo Amaro à Bertioga, iniciou-se uma grande expanSão urbana da vila.Nesta época, em 1944, Bertioga (e toda extenSão territorial norte) foi transformada oficialmente em distrito de Santos.

Passados três anos, Bertioga foi elevada à subprefeitura, mas continuou, durante muito tempo estagnada, sem água, luz, telefone, arruamento ou acessos rodoviários, contando apenas com um único meio de transporte: as embarcações da Companhia Santense de Navegação, que com alguma precariedade, interligava diariamente Bertioga ao Porto de Santos.Após dois movimentos pró-emancipação, um em 1958 e outro em 1979, Bertioga conquistou sua autonomia.

No dia 19 de maio de 1991, a População compareceu às urnas, realizando o plebiscito que resultaria na emancipação do distrito. Das 3.925 pessoas que votaram, 3.698 foram favoráveis à independência de Bertioga. No ano seguinte, foram realizadas as primeiras eleições da cidade, consolidando sua autonomia e elegendo seu primeiro prefeito, o arquiteto José Mauro Dedemo Orlandini, e seus vereadores constituintes: Lairton Gomes Goulart, Sérgio Pastori, Francisco Soto Barreiro Filho, Miguel Seiad Bichir Neto, Antônio de Jesus Henriques, Ney Moura Nehme, Nelson Turri, José Carlos Buzinaro e Antônio Rodrigues Filho.



INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS :



Categoria: Estância Balneária
Origem do Nome: Vem de Buriquioca, nome indígena que significa morada dos macacos Buriquis.
Cores Oficiais: verde, branco e azul
População: 30.903 (Dados do IBGE 2000), sendo 14.900 mulheres e 16.003 homens.
Eleitores: 21.555 divididos em 44 seções eleitorais
Principais atividades econômicas: Turismo, comércio e construção civil

GEOGRAFIA


Norte - Salesópolis, Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes.
Sul - Guarujá e Oceano Atlântico
Leste - São Sebastião
Oeste - Santos
Dimensão: 482 km², sendo 85% de área de preservação ambiental permanente. - Altitude: 3 metros - Latitude: 23° 51'17"(S) - Longitude: 046°08'03"(W) - Bacias Hidrográficas: Itapanhaú (39 km), Itaguaré (12,5 km) e Guaratuba (14 km) - Clima: Tropical temperado - Ventos: quadrante leste

 


Bertioga no século XX


O renascimento de Bertioga só veio surgir no século XX, ou mais precisamente a partir de 1930, quando conquistou sua condição de Distrito de Paz e, posteriormente, de Subprefeitura.

No primeiro quartel deste século (N.E.: século XX), Bertioga se manteve no total ostracismo, estagnada, sem água, sem luz elétrica e sem qualquer transporte regular.

Na vila vegetava um reduzido comércio rudimentar que atendia, precariamente, as famílias de pescadores que ali residiam, formando um núcleo de casas que se dispersavam numa estreita faixa de terra, ao longo de 3 ou 4 km de praia.

Toda sua riqueza estava no seu potencial turístico, na sua beleza pitoresca, na sua simplicidade, na fartura de sua pesca e no esplendor de sua história.

Participaram dessa primeira fase de seu soerguimento alguns poucos comerciantes pioneiros, entre os quais citamos João Basílio dos Santos, com seu armazém, no velho casarão de sua chácara, ao lado do Forte São João da Barra, que ali se teria instalado em 1909; Manoel Nunes Viveiros, mais conhecido como "Maneco Ilhéus", com seu pequeno estábulo, desde os anos 20, em terras que hoje compreendem o início da Av. Anchieta; Elias Nehme, com sua Pensão Paulista, na praia, na terceira quadra, hoje, da Av. Tomé de Souza e com seu armazém de madeira, em frente à ponte de atracação de barcos, na faixa agora ocupada pelo ajardinamento e, posteriormente, com sua construção em alvenaria, nos anos 40, do Bar, Restaurante e Armazém Mar e Terra, no mesmo local, porém já com o recuo para a abertura da Av. Vicente de Carvalho; João Sabino, com seu bazar de roupas, tecidos e armarinhos, ao lado do Bar do Faninho, ainda existente no mesmo local; Miguel Seiad Bichir, com seu bar, também em frente à ponte das barcas, onde comercializava sua apreciada caninha "Praia Preta", por ele e seus filhos destilada nessa praia, na Ilha de Santo Amaro, além de outros, como Epifânio Batista, Nestor Pinto de Campos, Orivaldo Camarco, João Scardini, João Anastácio e Jayme e Ary Nehme.

João de Andrade, no início da década de 1930, instalou junto à sua casa, a 3 ou 4 km do núcleo comercial da vila, um forno de padaria, com o qual, por mais de dez anos, abasteceu de pão todos os caiçaras das praias de Bertioga, e ainda além; Afonso Paulino, no início dos anos 40, instalou a primeira padaria na vila, como estabelecimento comercial e não apenas como indústria, na esquina da Av. Vicente de Carvalho com a Rua Irmãos Braga, vendendo-a, por volta de 1947, a José Rodrigues, que logo a transferiu para um novo prédio, em frente, construído por ele, onde também instalou restaurante, bar e lanchonete e, em meados dos anos 60, construiu um novo prédio para instalar a mesma Panificadora São João da Barra, com amplas e modernas instalações, na Rua Irmãos Braga, onde ainda permanece; José Ribeiro de Araújo, como principal armador de pesca, principalmente de tainha, da região; Norberto Luiz, como grande extrator de caxeta (madeira nativa nessa faixa do litoral, muito usada, na época, para tamancos e caixas de frutas), seguido de Eugênio Figueiredo Costa, no Buracão, e Rubens Ferraz, em Caruara, também destacados cortadores de caxeta, nos anos 40.

O grande empresário de Bertioga, no final dos anos 1930, foi Rafael Costábile, que investiu, sozinho, uma elevada soma para a construção do Lido Hotel - o primeiro estabelecimento hoteleiro da região -, um grande hotel, amplo, moderno, confortável, dotado de frigorífico, de transporte, de usina geradora de energia elétrica, de restaurante e amplo jardim. Foi inaugurado em 1940 e funcionou por mais de 30 anos, a maior parte deles dirigido por Henrique Costábile, que acompanhou seu pai desde a construção. No Lido Hotel funcionou, por algum tempo, o primeiro posto telefônico de Bertioga - o PS-1, depois transferido para a Padaria São João da Barra, por estar situada na parte central da vila.

José Ermírio de Moraes, Alberto Caldas, Octacílio E. Oliveira, José Quartim Barbosa e outros fundaram a Cia. Urbanística de Bertioga, para abrir os primeiros loteamentos, no início da década 40, compreendendo grande parte da área da vila, inclusive o Morro da Senhorinha, que foi destruído para a utilização de sua terra, saibro e pedra, nos próprios aterros e construções da urbanização da vila.

Alguns anos depois, o mesmo grupo, com diversos acionistas, constituiu a Praias Paulistas S/A, para lotear uma grande área adjacente à Praia de São Lourenço, junto à Enseada, hoje cortada pela estrada de Moji-Bertioga e, ainda hoje, com mais de trinta e cinco anos, ainda constinua loteando e urbanizando aquela área.

Elza e João Scardini instalaram a Pensão Holandesa, ao lado do Lido Hotel, por volta de 1945. Coriolano Mazzoni construiu o Hotel e Restaurante Umuarama, na esquina da Av. Vicente de Carvalho com a Av. Tomé de Sousa, o segundo hotel de Bertioga, inaugurado em 1950 - e no qual passou a funcionar, alguns anos depois, o posto telefônico PS-1. Coriolano Mazzoni e seu filho Licurgo Mazzoni, em 1955, inauguraram A Viga Mestra, o primeiro estabelecimento de materiais para construção e ferragens e, em 1956, montaram o primeiro cinema da vila, que não teve público suficiente para se manter, depois de alguns anos, com a penetração da televisão em quase todos os lares.

Na década de 50, Alberto Hugo de Oliveira Caldas montou, em Bertioga, a primeira fábrica de blocos de cimento. Sílvio Rodrigues foi o primeiro incorporador imobiliário, construindo o Edifício Silvia-Mara, de 3 pavimentos. Na década de 60, a Multipesca S/A e a Pesca Nova S/A instalaram suas fábricas de conservas e seus grandes frigoríficos e com a Indústria de Produtos Alimentícios Palmares Ltda., instalada no início da década 70, abriram campo para um pequeno pólo industrial, em Bertioga, que não chegou a ser desenvolvido. Humberto da Silva Piques instalou a primeira farmácia.

Em 1971, Bertioga inaugurou sua primeira via pública asfaltada - Av. Vicente de Carvalho - conjuntamente com seu primeiro ajardinamento e seu píer de concreto, para a atracação das lanchas, cujos melhoramentos foram inaugurados pelo interventor na Prefeitura de Santos, general Clóvis Bandeira Brasil.

Em 1976, Fernando Martins Lichti funda o primeiro clube de serviço - o Lions Clube de Bertioga, de cuja fundação foi padrinho o Lions Clube de São Vicente. Em 1978, o prefeito de Santos, Antonio Manoel de Carvalho, inaugurou a pavimentação da Rua João Ramalho, em toda a sua extensão, bem como os novos prédios do Pronto-Socorro e da Administração Municipal Regional. Nesse mesmo ano, o Lions Clube de Bertioga entregou à Polícia Militar do Estado o primeiro Posto de Salvamento nas Praias, por ele construído com o apoio da comunidade e da Prefeitura de Santos.

Em dezembro de 1965, o prefeito municipal de Santos, engenheiro Sílvio Fernandes Lopes, acionou a chave ligando a energia elétrica à vila, que passou a dispor de iluminação pública e domiciliar oferecida pela Usina de Itatinga, através da CESP.

O abastecimento de água, por rede domiciliar, foi inaugurado em 1969, cuja captação na serra e adutora foi executada pelo Estado e está entregue à Sabesp. O Pronto-Socorro Municipal, com ambulância e médico permanente, foi instalado em 1951, pelo prefeito Sílvio Fernandes Lopes. A Sociedade Amparo aos Praianos de Bertioga, fundada na década 40, logo construiu sua sede, em terreno doado pela Cia. Urbanística, na Rua João Ramalho, onde instalou seu Posto de Puericultura, posteriormente gabinete dentário e mais tarde ambulatório médico permanente, através do Centro de Saúde do Estado.

Lembramos, ainda, alguns nomes e fatos pioneiros que devem ser registrados para a história de Bertioga: Miguel Arcanjo foi sua primeira autoridade policial, seu primeiro postalista e agente das barcas da Cia. Santense de Navegação. Seus primeiros professores foram Inácio José da Hora, na Vila, também barbeiro estabelecido, e Antonio da Costa Barros, no Indaiá. Os primeiros inspetores escolares, que fiscalizavam as duas escolas à moda antiga, com muita dedicação e austeridade, desempenhando suas obrigações com enormes sacrifícios, muitas vezes percorrendo 12 km de praia a pé e viajando em barcos de pesca, em total desconforto, foram o professor Delfino Stockler de Lima e a professora Alzira Martins Lichti, até 1945.

O primeiro telegrafista foi José Epifânio da Silva, que, para restabelecer as linhas rompidas, percorria muitos quilômetros de mata, enfrentando sérios riscos. O dr. Brasilino Vaz de Lima foi o primeiro médico do Estado, efetivamente instalado, em Bertioga, onde passou a residir, em 1952. Walter Prado foi o primeiro titular do Cartório de Paz e Registro Civil, em 1960.

Foram subprefeitos de Bertioga, a partir de 1946: engenheiro Carlos Lang, Sílvio Rodrigues, Isaac de Oliveira, Ary Fonseca Cruz, Miguel Lourenço, Oswaldo Soares, Alberto Alves, Henrique Costábile, Jaime Pina Nascimento, Coriolano Mazzoni e Faustino Gomes. Foram seus administradores regionais municipais: engenheiro José Sanches Ferrari, engenheiro Geraldo Maria da Silva, engenheiro Luiz Carlos Rachid e, atualmente (N.E.: 1986), engenheiro José Mauro Orlandini.

Francisco Quartim Barbosa, em 1940, instalou a Granja Tupi, a primeira com fins comerciais. De 1965 a 1968 funcionou a primeira agência bancária de Bertioga, o Banco Nacional da Lavoura, sendo seu gerente o sr. Coriolano Bazzoni. A Telesp, desde o advento da Cia. Telefônica Brasileira, com o PS-1, em Bertioga, até 1978, manteve a vila com apenas uma dezena de telefones, em precaríssimas condições. A 27 de julho de 1979, inaugurou seu plano de expansão, com DDD e DDI, com capacidade para mais de oitocentos telefones. O 1º subdelegado, no final da década 50, foi Henrique Costábile, e o 1º delegado de carreira, já com a instalação da Delegacia de Polícia de Bertioga, foi o bacharel Rivalino Borges.

No limiar da nova era bertioguense, um casal alemão - Bertha e Germano Besser -, encantado por esse recanto paradisíaco, construiu a maior vivenda da vila, no final dos anos 20, em parte do terreno que fora de João Basílio dos Santos, ao lado do Forte São João da Barra, e nessa data instalou uma ampla pensão turística, com 7 quartos, sala, varanda, que logo se tornou conhecida e preferida, pelas suas peixadas e pelo seu pão de centeio caseiro, feito por dona Bertha.

Com a declaração e guerra do Brasil à Alemanha, Itália e Japão, em 1942, todas as pessoas oriundas desses países foram impedidas de continuar residindo ou trabalhando no litoral e tiveram de se transferir, rapidamente, para o interior. Assim aconteceu com o casal Germano-Bertha Besser, que arrendou sua magnífica casa a Armando Lichti e foram residir em São Paulo, com seus filhos, onde faleceram muitos anos depois. A mansão dos Bessers permaneceu alugada a Armando Lichti até 1949, quando voltou a ser ocupada pelos familiares do casal Bresser. Nessa casa, hoje pertencente a Antonio Domingues, está instalado o Restaurante do Duarte.

Neste mosaico histórico deve ser destacada a Colônia de Férias do Sesc - "Ruy Fonseca" -, inaugurada, em 1948, pelo idealismo e a perseverança de Brasílio Machado Neto. Desde 1946, quando foi iniciada sua construção, passou a ser o maior mercado de trabalho de Bertioga, tanto pelo volume de oferta de empregos, como pelos seus padrões salariais. A colônia sempre teve vida independente da vila, pelos recursos próprios de comunicação, pelo abastecimento direto, pela água e luz próprias, quando Bertioga ainda não as possuía.

De início isolada, distante 4 km da vila - agora urbanisticamente integrada, pois a vila cresceu e se espalhou já além dessa distância -, a Colônia de Férias "Ruy Fonseca" é, realmente, um oásis, pela pureza de seu ar, sem poluição, pela beleza de seus jardins e de seus bosques, pelo "mar, belo mar selvagem" à sua frente - tão cantado nos maravilhosos versos do grande poeta Vicente de Carvalho, em seu sítio Indaiá, no final dessa mesma praia -, por sua magnífica área de esportes e lazer, por suas dependências de recreação social e cultural, por suas acomodações modernas e confortáveis. Indiscutivelmente, a Colônia de Férias "Ruy Fonseca", do Sesc, desempenhou, através dos últimos 37 anos, um papel preponderante no desenvolvimento de Bertioga, de cujo distrito é o segundo mais belo cartão postal, depois do Forte São João da Barra - o majestoso monumento que revive a Bertioga histórica e legendária!

Antes da chegada dos portugueses, Bertioga era habitada por índios da tribo tupi-guarani, que chamavam o local de “Buriquioca” (morada dos macacos).

Bertioga, como todo litoral paulista, possui vestígios da ocupação pré-histórica, comprovados pelos diversos depósitos de calcários existentes na região.

Esse tipo de sítio arqueológico, a que damos o nome da Sambaqui, constitui-se de grandes quantidades acumuladas de conchas de moluscos marinhos e terrestres, misturados com instrumentos de pedra e ossos e esqueletos ou parte de esqueletos humanos e de animais que representam testemunhos da cultura dos paleoamerídios do Brasil.

Da chegada de Pedro Álvares Cabral - em 1500 e após três décadas -, as poucas povoações em terras brasileiras eram as feitorias de embarque de pau-brasil. Bertioga foi visitada desde o início da colonização pelos portugueses, acredita-se que antes mesmo da fundação de São Vicente, primeira Vila do Brasil, fundada em 1532 por Martim Afonso de Souza.

Neste mesmo ano, João Ramalho teria vindo à cidade a fim de verificar a possibilidade de estabelecer no local uma fortificação para defender São Vicente dos ataques tamoios. Assim como em vários pontos da costa brasileira, aqui foram construídas as paliçadas de um fortim, tarefa atribuída a Diogo de Braga e seus filhos. Essa paliçada primitiva daria origem mais tarde – primeiro em 1531 e, após sua destruição, causada por um incêndio provocado por ataques indígenas, em 1547, quando foi transformado em alvenaria - ao que é hoje o cartão postal de Bertioga: o Forte São João.

A fortaleza, considerada a mais antiga ainda erguida no Brasil, é um patrimônio histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1940.

Uma das figuras mais importantes para a história de Bertioga foi, sem dúvida, o artilheiro alemão Hans Staden, que, através de suas obras, deixou gravadas, além das várias observações a respeito da terra, fauna, flora e civilizações indígenas locais, importantes indicações sobre o desenvolvimento histórico do país no século XVI.

Hans Staden fez duas viagens ao Brasil. Na primeira, em 1547, foi nomeado condestável do Forte São Felipe que, juntamente com o Forte São João de Bertioga, era responsável pela defesa da Vila de São Vicente. Capturado pelos tupinambás, permaneceu prisioneiro entre eles por cerca de nove meses.
Foi também de Bertioga que, em 1565, Estácio de Sá e sua esquadra saíram para fundar a cidade do Rio de Janeiro.

Bertioga foi, até 1943, região livre e soberana. A história da dominação santista tem início em 1944, quando o então governador do Estado, Ademar de Barros, decretou a anexação de todo litoral norte a Santos.

Em 1946, a prefeitura de Santos elevou Bertioga à condição de sub-prefeitura. No fim da década de 70, o desenvolvimento da região intensificou-se, devido à abertura das estradas Mogi-Bertioga e Rio-Santos.

No dia 19 de maio de 1991, realizou-se o plebiscito que confirmaria a autonomia do Distrito, transformando-o num dos mais novos municípios paulistas.

Realizada a primeira eleição no dia 03 de outubro de 1992, Bertioga consolidava sua autonomia, elegendo seu primeiro prefeito.

Bertioga tem história. E que história! Se contarmos a partir da presença portuguesa, são mais de 4 séculos de história. Mas antes, dois mil anos antes de Cristo, tribos primitivas já viviam na região, e deixaram como testemunho de sua existência, os sambaquis, montes artificiais de conchas de formas e dimensões diversas.
Já a partir da era dos Grandes Descobri­mentos,. em 1531, Martin Afonso de Souza re­colheu as velas de suas naus em frente às águas de Buriquioca, região habitada por tribos tupis.
Em 1532, foi construída uma paliçada (espécie de trincheira) que deu origem ao Forte Sã[o João. A 12 de janeiro de 1545, Bertioga foi doada a Jorge Pires, e em 1547,0 Forte São João foi construído em alvenaria.
A 27 de janeiro de 1565, Estico de Sá partiu de Bertioga para fundar o Rio de Janeiro, que viria a ser capital brasileira e mesmo depois da construção de Brasília por Kubtschek, continuaria sendo unia das mais importantes cidades do País.
Até 1940, Bertioga era apenas um núcleo de pescadores, mas a partir da década de 50,com a melhoria dos acessos viários, a localidade começou a sofrer um incremento do turismo. Quatro décadas mais tarde, a 19 de maio de 1991, houve um plebiscito em Bertioga e a população votou favoravelmente à emancipação do distrito. E no mesmo ano, a 30 de dezembro de 1991. Bertioga deixou de ser um distrito de Santos e foi transformado em município, sendo que, no dia seguinte, 31 de dezembro de 1991,o município foi reconhecido oficialmente como Estância Balneária.
No primeiro dia de janeiro de 1993,o primeiro prefeito, José Mauro Dedemo Orlandini, tomou posse.
Em 1997, o arquiteto Luiz Carlos Rachid assumiu a prefeitura da cidade.

CIDADE PRESERVA HISTÓRIA E ÍNDIOS AINDA MORAM NAS ALDEIAS

Bertioga possui urna aldeia indígena localizada no bairro de Boracéia, na divisa com São Sebastião, entre as cabeceiras do Rio Silveira e do Ribeirão Vermelho, a 1.500 metros da praia. Na aldeia tupi-guarani, moram quase 300 índios, em 948 hectares, e a aldeia ainda conta com urna escola especial para crianças indígenas. Os nativos fazem artesanato, cultivam palmito pupunha e mantém um viveiro de plantas ornamentais. O acesso à Aldeia do Rio Silveira depende da autorização da FUNAI.

CALENDÁRIO DE EVENTOS

Janeiro - Projeto Verão
Fevereiro - Carnaval nas praias e nos bairros Março - Torneio de Pesca de Lançamento, na Praia da Boracéia
Abril - Travessia Marítima a nado, na Praia do Indaíá
Maio - Aniversário de emancipação da Cidade (19 de maio), com desfile cívico militar, atividades esportivas e shows
Junho Dia do Padroeiro (São João Batista), Travessia Mar Aberto, Festa Junina (durante os finais de semana) e Procissão Marítima, com queimas de fogos, em homenagem a São Pedro (29 de junho), promovida pelos pescadores
Julho - Copa de Vela na Praia do lndaiá (Enseada), Festa da Tainha (finais de semana), na Rodovia Rio-Santos junto ao trevo de Bertioga. Realização Lions Clube e Prefeitura
Agosto - Festa do Camarão na Moranga (todos os finais de semana), na Rodovia Rio-Santos, junto ao trevo de Bertioga. Realização Colônia de pescadores Z-13 e Prefeitura
Setembro - Semana da Pátria com desfile cívico militar, Festa da Primavera, (nos finais de semana) no Jardim Rio da Praia. Realização da Sociedade de Amigos e Moradores do Jardim Rio da Granja e Prefeitura.
Outubro - Continua a Festa da Primavera e tem a Semana da Criança com várias atividades de lazer e esportivas, além de shows musicais
Novembro- Prova 14 Ws de Natação, no Canal de Bertioga
Dezembro - Decoração e apresentações natalinas, além de um Revelia na praia com muitos shows musicais e queima de fogos

FESTAS GASTRONÔMICAS ATRAEM MILHARES DE PESSOAS

Bertioga já está ficando famosa por suas festas gastronômicas, duas delas batem recordes de público. São a Festa da Tainha - organizada pelo Lions Clube de Bertioga, em conjunto com a Prefeitura Municipal - e a Festa do Camarão na Moranga - realizada pela Colônia de Pescadores Z-13 com apoio, também, da Prefeitura.

TURISMO

Localizada o 120 quilômetros do Capital, Bertioga oferece multo mais que a Festa da Tai­nha. Se o tempo estiver bom, pode-se aproveitá-lo nos 43 quilômetros de praias. Caso contrário, a opção é uma visita ao Forte São João, datado de 1547 e que funcionou até pouco depois da li Guerra Mundial.
Construído em alvenaria, ser­via como posto de defesa, pa­ra que o ouro estocado no região não fosse saqueado, Em uma casa anexa, funciona o museu que conta sua história, através de bandeiras de navios e instrumentos que serviam para aprisionar os Inimigos.
O acervo ainda é composto das armas usadas pelos índios, balas de conhões e pelas fardos usadas pelos guardas no século XVII. Atualmente, o Forte é mantido pelo Instituto Histórico Geográfico Guarujá Bertloga.
Outra alternativa é a vila de ltatlnga, dividido entre o balneário de Bertioga e Santos. Fundada em 1910 para obrigar os funcionários da Usina Hidroelétrica, a vila oferece a travessia do rio ltapanhaú de balsa, além de passeios de bondinho ou caminhadas pelas trilhas locais.

MAIS HISTÓRIAS DE BERTIOGA

Quando os portugueses chegaram ao litoral, nas primeiras décadas do século XVI, encontraram tribos tupis, que chamavam a regão de "Buriquioca" ( morada dos macacos grandes ). A colonização teve início a partir de 1530 e Martin Afonso de Souza, Governador Geral da Costa do Brasil, aportava no litoral paulista, dando início ao povoamento. Em Bertioga foi recebido por João Ramalho, português que já vivia há alguns anos entre o gentio no planalto.

A partir de 1532, as terras vicentinas, que compreediam desde peruíbe até o Rio de Janeiro, foram povoadas até Bertioga. Os primeiros povoadores foram José e Francisco Adorno, Pascoal Fernandes, Brás Cubas, Pero de Goes, Mestre Bartolomeu Fernandes Gonçalves entre outros, que iniciaram as atividades agrícolas. Por volta de 1547, os tamoios que tinham o domínio das terras virgens, sentindo-se ameaçados com a presença dos portugueses, iniciaram incursões e ataques a esse núcleo original, que foi reforçado com a construção de uma fortificação. A resistência aos ataques indígenas teve à frente Diogo de Braga, seus filhos e os aliados guaianazes. Entretanto, logo os demais moradores abandonaram aquelas terras e a fortificação foi destruída pelos silvícolas.

A posição geográfica de Bertioga a tornava ponto estratégico para a defesa da região e motivou os portugueses a refortificá-la. Somente em 1557 foi ordenada a reconstrução do forte em Bertioga, uma vez que os portugueses necessitavam defender-se do gentio hostil bem como dos franceses estabelecidos no Rio de Janeiro. Foi edificada no continente a Fortaleza de São Tiago ( mais tarde São João ) pelo fidalgo Antonio Rodrigues de Almeida, sobre as ruínas daquela fortificação construída pelos Braga em 1547. Foi do Forte de São Tiago que em 1565 partiu reforços a Estácio de Sá para a expulsão dos franceses no Rio de Janeiro e posterior fundação daquela cidade.

No século XVII, com a utilização do óleo de baleia para iluminação pública e particular no Brasil, foi criado em Bertioga, a Armação das Baleias, com sucursais em São Sebastião e na Praia do Goes, em Santos. As baleias eram abundantes nessa faixa litorânea e a indústria da pesca e a produção de óleo abastecia Santos, São Vicente, São Paulo de Piratininga, São Sebastião, sendo o produto também enviado para o Rio de Janeiro.Foi ainda no século XVIII que se deu o declínio dessas atividades no Brasil.

Assim, no início do século XX, Bertioga ficou reduzida apenas a um simples núcleo de pescadores, ponto de descanso da pequena navegação costeira, entre Santos e os portos da praia do litoral norte. Somente na década de 40 iniciou-se a função como centro balneário mas, essa área ainda permaneceu isolada, dado a precariedade da vias de acesso.

A partir da década de 50, com a melhoria dos acessos viários, transformou-se em pólo turístico. Em 1991, o distrito foi emancipado e reconhecido oficialmente como Estância Balneária.

Estância balneária
Bertioga é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.


Localização:

História
Fundação: 19 de Maio de 1995
Bertioga foi um distrito de Santos até 1993.

Hoje é um município independente.



Geografia
Seus limites são Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim e Salesópolis a norte, São Sebastião a leste, o Oceano Atlântico a sul com o Guarujá (com a ilha de Santo Amaro defronte à cidade) e Santos a oeste.



Demografia
Dados do Censo - 2000

População Total: 30.039

Urbana: 29.178
Rural: 861
Homens: 15.511
Mulheres: 14.528
Densidade demográfica (hab./km²): 61,15

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,38

Expectativa de vida (anos): 69,93

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,08

Taxa de Alfabetização: 91,74%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,792

IDH-M Renda: 0,744
IDH-M Longevidade: 0,749
IDH-M Educação: 0,882
(Fonte: IPEADATA)



Igreja Católica
O município pertence à Diocese de Santos.



Hidrografia
Atlântico
Rio Itapanhaú
Rio Guaratuba
Rio Itaguaré


Transporte
Liga-se com o planalto pela Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) (ao norte), com a Ilha de Santo Amaro (Guarujá) por meio de um serviço de ferry-boat (ao sul), com Santos (a oeste) e São Sebastião (a leste) pela Rodovia Rio-Santos (BR-101).

Fica no município a pequena Vila de Itatinga, que tem acesso restrito a visitantes. O único acesso a Vila de Itatinga é feito ao final da rua Manoel Gajo, onde existe um pequeno Ferry Boat de onde é feita a travessia do rio Itapanhaú através de uma barca cedida pela Codesp (empresa que mantém o controle da vila). Após a travessia é necessário percorrer aproximadamente 7 km trilhos ao pé da Serra do Mar sobre um simpático bondinho. O percurso é repleto de belas paisagens, é comum ver animais a solta , bem como belas cachoeiras e riachos. Na Vila de Itatinga moram cerca de 70 famílias dos trabalhadores da usina de Itatinga, que gera energia para o porto de Santos.



Rodovias
SP-55
SP-61- Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana
SP-98- Rodovia Mogi-Bertioga
Forte de São João.

Pontos turísticos
Foz do Rio Itaguaré
Morro de São Lourenço
SESC Bertioga
Barra do Rio Guaratuba
Canal de Bertioga
Ponta do Indaiá
Praia da Enseada
Praia de Boracéia
Praia de Guaratuba
Praia de Itaguaré
Praia de São Lourenço
Praia do Indaiá
Praia do Itaguá
Rio Guaratuba
Rio Itaguaré
Rio Itapanhaú
Rio Jaguareguava
Usina de Itatinga
Forte de São João da Bertioga


Curiosidade

No século XVI Hans Staden, um aventureiro alemão, foi artilheiro no forte de Bertioga.

O criminoso nazista Josef Mengele morreu afogado numa praia de Bertioga, em 1979.

Em Bertioga existe o forte mais antigo do Brasil!